Sobre
Quem sou eu
Giovanna Medina, psicóloga clínica, terapeuta de casais e famílias.
Ao longo da minha trajetória, clínica, docência e pesquisa deixaram de ser campos distintos para se tornarem formas complementares de compreender o desenvolvimento humano e de sustentar uma prática profissional em permanente construção.
Sou curitibana, casada com Benjamin há mais de vinte anos, também sou filha, irmã, prima, sobrinha e amiga. Antes de ser psicóloga, fui sendo constituída pelas relações que marcaram minha história e pela forma como aprendi a olhar o mundo.
Cresci entre histórias familiares distintas, marcadas por diferentes formas de viver, trabalhar e construir caminhos. Do lado materno, em uma família de comerciantes e funcionários públicos, aprendi o valor do trabalho, da iniciativa e da coragem para buscar novas possibilidades. Minha mãe, funcionária pública e a primeira filha mulher entre nove irmãos, ingressou na universidade aos 32 anos, já casada e mãe de três filhos. Com ela aprendi que o conhecimento amplia horizontes e que as trajetórias podem ser continuamente reconstruídas.
Do lado paterno, venho de uma família de servidores públicos. Meu pai, investigador de polícia, conviveu com o diabetes desde a infância e faleceu quando eu tinha seis anos. Embora sua presença tenha sido breve em minha vida, permaneceu como uma referência pelo modo como valorizava a vida e o aqui e agora. A experiência da perda, vivida desde cedo, trouxe perguntas sobre a existência, os vínculos e a passagem do tempo, questões que, de diferentes formas, continuam atravessando meu olhar sobre o ser humano.
Também cresci em uma família na qual a espiritualidade ocupava um lugar importante. Não como um conjunto de respostas prontas, mas como um modo de refletir sobre a existência, o cuidado com o outro e o sentido da vida. Essa convivência foi moldando uma visão integrada do ser humano, em que razão, emoção, corpo, relações e dimensão existencial não aparecem como aspectos separados, mas como dimensões que se influenciam mutuamente.
Hoje percebo que meu interesse pelas pessoas nasceu desse encontro entre diferentes experiências. Sempre me atraíram mais as perguntas do que as respostas definitivas. Talvez por isso eu tenha encontrado, na Psicologia, não apenas uma profissão, mas um caminho para continuar investigando como nos constituímos nas relações, como atribuímos significado às nossas experiências e como seguimos nos transformando ao longo da vida.